
A preocupação tomou conta de moradores da localidade de Barca dos Gabriel, no interior de Santo Ângelo, que se deslocaram em comitiva até o Centro Administrativo na manhã desta sexta-feira (28). O grupo, formado por pais e alunos, buscou um encontro com o chefe do Executivo Municipal para cobrar esclarecimentos sobre a informação de que, a partir de 2026, os estudantes da comunidade poderão ficar sem transporte escolar.
A medida, segundo relatos dos próprios moradores, teria sido apresentada como parte de um plano de contenção de gastos por meio da unificação de escolas do interior. A possibilidade de redução de linhas de transporte já desperta inquietação nas famílias, que temem prejuízos diretos ao direito à educação das crianças e adolescentes que residem em áreas rurais.
No saguão da prefeitura, pais e alunos se posicionaram na tentativa de obter uma reunião com o prefeito ou com representantes da Secretaria Municipal de Educação. Até o momento, no entanto, não houve posicionamento oficial ou confirmação de agenda por parte do Poder Executivo.
Pais prometem mobilização no Legislativo
Diante da falta de respostas, as famílias afirmaram que pretendem ampliar a mobilização. A expectativa é lotar as galerias da Câmara de Vereadores na sessão da próxima segunda-feira (1º), a fim de pressionar os parlamentares a se envolverem diretamente no debate e buscarem a manutenção do transporte escolar na região.
O tema da unificação e reestruturação de escolas no interior, com foco na redução de custos operacionais, deve entrar na pauta dos vereadores. No entanto, líderes comunitários alertam que a decisão pode gerar efeitos sociais e pedagógicos severos, como o aumento da evasão escolar, devido à maior distância e ao eventual desestímulo às famílias mais carentes.
Direito à educação em debate
Para os moradores de Barca dos Gabriel, a retirada do transporte configura risco à garantia constitucional do acesso à educação.
Enquanto aguardam uma resposta do Executivo, os pais reforçam que permanecerão mobilizados, defendendo a continuidade do serviço e cobrando transparência na condução das medidas relacionadas ao futuro das escolas do campo em Santo Ângelo.
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