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Educação

‘O governo simplesmente nos joga, junto com os alunos, pra dentro das salas de aula’

‘O governo simplesmente nos joga, junto com os alunos, pra dentro das salas de aula’
28/04/2021 às 21:04

O CPERS planeja entrar na Justiça contra a decisão do governo estadual que alterou critérios do Modelo de Distanciamento Controlado e com isso passou todo o Rio Grande do Sul da bandeira preta para a vermelha. A medida do governador Eduardo Leite (PSDB) teve como objetivo retomar as aulas presenciais na rede pública e privada após sucessivas derrotas na Justiça, que vinha impedindo a reabertura das escolas sob vigência da bandeira preta.

“A pandemia continua muito alta e não há diferença substancial nos indicadores da bandeira preta para a vermelha, o que nos garante que foi uma manobra para ludibriar a Justiça”, afirma Helenir Aguiar Schürer, presidenta do CPERS.

Helenir diz que o governo força a volta às aulas sem oferecer as condições necessárias para os professores e funcionários de escola, como a vacinação, higienização e máscaras de melhor qualidade. A presidenta do CPERS também critica a não realização de reformas para melhorar a ventilação das salas de aula, fator importante para minimizar o risco de contaminação.

“Tem escolas com janela emperrada, com basculantes que não são apropriadas para a circulação do ar. O governo nos entregou máscaras de péssima qualidade e tapete sanitizante, como se isso bastasse pra evitar o contágio. O governo simplesmente nos joga, junto com os alunos, pra dentro das salas de aula”, afirma.

Com o Decreto 55.856, publicado pelo governo estadual na noite dessa terça-feira (27), todas as regiões do RS devem adotar os protocolos de bandeira vermelha e, com isso, fica permitida a retomada do ensino presencial em todos os níveis. O governo estadual diz que o retorno não é obrigatório e poderá ser definido pelos pais e responsáveis dos estudantes. Quem optar por seguir em casa deverá continuar com as aulas no modelo de ensino remoto.

“As escolas que permitirem o retorno presencial deverão seguir as regras sanitárias estabelecidas em portaria conjunta das secretarias da Educação e da Saúde, além de observar o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre classes, carteiras ou similares, uso de materiais individuais, e vedação de atividades coletivas que envolvam aglomeração ou contato físico”, explica o governo.

Além das aulas presenciais em todos os níveis, na rede pública e privada, a mudança feita pelo governo Leite também permite o retorno das aulas de cursos de ensino profissionalizante, de idiomas, de arte e cultura e de música. Aulas de esporte, dança e artes cênicas precisam seguir as regras das atividades de ensino e os protocolos de serviços de educação física e/ou clubes sociais, esportivos e similares.

 

 

Luciano Velleda

Sul21

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