
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial. A rodada final será em 25 de outubro. Com 47,48%% das urnas apuradas neste domingo (4), o candidato do PL marcava 44,63%% dos votos válidos diante do petista; com 96,78% das urnas apuradas.
Augusto Cury (Avante) era terceiro, com 2,91% e Renan Santos (Missão) terminou era terceiro, com 2,27%, seguido por, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,21%.
Flávio e Lula não se enfrentaram em nenhum debate ao longo do primeiro turno. Na última semana de campanha, os dois intensificaram os atos de rua e buscaram votos entre eleitores de adversários. A disputa ao cargo esquentou com uma notícia falsa sobre a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, enquanto a propaganda do petista explorou a investigação contra Flávio sobre o financiamento do Banco Master, de Daniel Vorcaro, a um filme sobre Jair Bolsonaro.
Aos 80 anos, Lula tenta um quarto mandato, novamente com Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Ex-metalúrgico, governou o país entre 2003 e 2010 e voltou ao Planalto em 2023, depois de derrotar Jair Bolsonaro por menos de dois pontos percentuais. Na campanha, o atual presidente enfrentou polêmicas envolvendo o filho, Fábio Luís, o Lulinha, alvo de suspeitas exploradas na propaganda adversária. Os rivais também o acusaram de usar a máquina pública para anunciar medidas de impacto eleitoral às vésperas da votação, como o reajuste do Bolsa Família e a proibição das bets.
Flávio, 45 anos, é senador pelo Rio de Janeiro desde 2019 e foi deputado estadual antes disso. O pai o indicou como candidato em dezembro de 2025, já preso e condenado por tentativa de golpe de Estado. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) ocupa a vaga de vice. O PL disputou o primeiro turno sem alianças, e a estratégia da campanha foi apresentar o senador como uma versão “mais moderada” do pai.