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Política

Quem são os candidatos a deputado federal pelo RS que mais receberam recursos

Quem são os candidatos a deputado federal pelo RS que mais receberam recursos
04/09/2026 às 15:09

A corrida eleitoral para a Câmara dos Deputados no Rio Grande do Sul já movimentou R$ 92.501.671,03 em receitas de campanha, segundo as prestações de contas parciais registradas no Tribunal Superior Eleitoral até 31 de agosto de 2026.

Ao todo, foram computados 989 registros de receitas distribuídos entre 296 candidatos e 19 legendas partidárias no RS. O levantamento expõe uma intensa centralização dos recursos públicos: 95,7% de todo o dinheiro (R$ 88,51 milhões) é oriundo do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundão Eleitoral, remetido pelas direções nacionais das siglas. Outros R$ 1.618.840,50 saíram do Fundo Partidário, o que eleva a fatia estatal a 97,4% de tudo o que os candidatos declararam.

Os 2,56% restantes, equivalentes a R$ 2,36 milhões, entram na prestação de contas como “outros recursos”. A classificação reúne doações de pessoas físicas, aportes dos próprios candidatos, financiamento coletivo e ainda valores repassados pelas legendas por fora do Fundão e do Fundo Partidário. Descontada essa última parcela, que também é dinheiro partidário, o financiamento estritamente privado da disputa gaúcha soma R$ 1,65 milhão, ou 1,78% do total declarado.

O cenário também é marcado por uma expressiva concentração de capital político e financeiro. Um seleto grupo formado por apenas 10 candidatos acumula R$ 27,7 milhões, o que equivale a 29,9% de tudo o que foi declarado no estado.

O Partido Liberal (PL) lidera a captação total, concentrando mais de R$ 20,6 milhões, à frente do PT e PP, cada um superando a marca dos R$ 15 milhões em repasses.

As cúpulas partidárias apostam em nomes já conhecidos. Dos dez primeiros colocados, nove exercem mandato de deputado federal, e o único não titular, Onyx Lorenzoni, já cumpriu cinco mandatos parlamentares e comandou ministérios federais.

No recorte de perfil, o topo permanece majoritariamente masculino e branco. Apenas duas mulheres, ambas do PT, figuram entre as dez maiores campanhas do Estado. Ademais, Denise Pessôa é a única candidata autodeclarada preta a integrar a lista.

Entre os partidos, entre os dez quatro são do PL, quatro do PP e dois do PT.

Confira os 10 candidatos a deputado federal que acumulam os maiores financiamentos eleitorais no RS

1. Giovani Cherini (PL) — R$ 3.201.000,00

Recebeu R$ 3,17 milhões da Direção Nacional do PL pelo Fundo Especial, alcançando o teto padrão estabelecido por candidatura. Somou ainda R$ 30 mil em doações de pessoas físicas, além de mil reais em recursos próprios.

A arrecadação supera em R$ 24,4 mil o teto de gastos fixado pelo TSE para candidaturas a deputado federal, R$ 3.176.572,53. O limite vale para as despesas, não para a captação, e obriga Cherini a deixar a sobra fora do caixa da campanha.

2. Osmar Terra (PL) — R$ 3.171.500,00

Teve aporte de R$ 3,17 milhões da Direção Nacional do PL via Fundo Especial, em parcela única de 24 de agosto, e R$ 1,5 mil recebidos via doação de pessoa física.

3. Marcelo Moraes (PL) — R$ 3.170.000,00

A campanha é bancada integralmente pelo repasse partidário: 100% da verba é proveniente do Fundo Especial enviado pela Direção Nacional do PL.

4. Bibo Nunes (PL) — R$ 3.170.000,00

Repete o formato do colega de sigla. A Direção Nacional do PL transferiu 100% dos recursos pelo Fundo Especial.

5. Onyx Lorenzoni (PP) — R$ 2.681.555,20

Lorenzoni cumpriu cinco mandatos como deputado federal e foi ministro de Estado em quatro pastas durante o governo federal. Concorre agora pelo Progressistas para retornar ao parlamento após disputar o governo estadual em 2022.

A maior parcela foi transferida pela Direção Nacional do PP via Fundo Especial. Complementam o total R$ 45 mil em doações privadas aportadas por Marcelo Amaro Buz.

6. Covatti Filho (PP) — R$ 2.636.555,20

O financiamento é totalmente composto por recursos públicos: R$ 2,63 milhões transferidos em parcela única pela Direção Nacional do Progressistas (PP) pelo Fundo Especial.

7. Pedro Westphalen (PP) — R$ 2.531.555,20

O Fundo Especial Nacional do PP responde por R$ 2,43 milhões do financiamento total da candidatura. Westphalen arrecadou ainda R$ 95 mil em doações privadas de pessoas físicas.

8. Afonso Hamm (PP) — R$ 2.441.555,20

Recebeu R$ 2,43 milhões da Direção Nacional do PP via Fundo Especial, além de um aporte de R$ 5 mil de pessoa física.

9. Maria do Rosário (PT) — R$ 2.358.108,18

Lidera a arrecadação entre as candidatas gaúchas.

A Direção Nacional do PT transferiu R$ 2,34 milhões pelo Fundo Especial. Os R$ 18,1 mil restantes foram obtidos por financiamento coletivo online (vaquinha virtual).

10. Denise Pessôa (PT) — R$ 2.341.110,00

 

CP

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