
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta quinta-feira. Ele informou ter R$ 8,1 milhões em bens. Seu patrimônio é 4,7 vezes maior do que o declarado quando concorreu ao Senado, em 2018. Naquele ano, o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ter R$ 1,7 milhão em bens.
A evolução patrimonial, segundo a declaração de 2026, se deve, sobretudo, à compra de uma mansão de R$ 6,2 milhões no Lago Sul, área nobre de Brasília. Além do imóvel, Flávio declarou R$ 1 milhão aplicado em um fundo de investimentos, R$ 568,7 mil em saldo de conta bancária, um carro de R$ 133 mil e mais R$ 103,7 mil na poupança. Também declarou R$ 56 mil em participações em duas empresas, entre outros bens.
Em 2018, os bens incluíam um apartamento de R$ 917 mil na Barra da Tijuca, R$ 558,2 mil em aplicações e investimentos, uma sala comercial de R$ 150 mil no mesmo bairro, R$ 66,5 mil em um carro e R$ 50 mil pela participação de 50% em uma empresa de franquia de chocolates.
Flávio registrou a candidatura à Presidência na Justiça Eleitoral na noite desta quinta-feira, 13, horas após uma fraude mostrá-lo filiado ao Missão, partido do adversário Renan Santos, e não ao PL. Segundo a campanha do senador, a mudança de sigla não passou de uma "molecagem que alguém fez".
Ao TSE, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 4,7 milhões neste ano. Os presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) informaram ter, respectivamente, R$ 178,7 milhões e R$ 795 mil.
Em 2016, Flávio declarou R$ 1,4 milhão ao TSE, divididos entre participações em imóveis e empresas, um automóvel, investimentos e saldo em conta bancária. O parlamentar tentava uma vaga para prefeito do Rio de Janeiro pelo PSC, mas não conseguiu.