
O recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella declarou nesta segunda-feira (10) situação de emergência na Colômbia devido a um forte terremoto que deixou, até o momento, 132 mortos, 570 feridos e dezenas de edificações destruídas.
Nas primeiras horas da manhã, as principais cidades do oeste do país viveram momentos de pânico, com milhares de pessoas evacuadas e dezenas de edificações que desabaram.
O epicentro foi localizado em Quibdó, capital do departamento de Chocó. Nessa região empobrecida, as autoridades locais registram 12 mortos.
— Todos ficamos consternados, entregues a Deus (...) o que mais há são desaparecidos — disse à AFP o líder comunitário Luis Gregorio Moreno.
O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu às 7h34min no horário local (9h34min em Brasília), segundo os serviços geológicos da Colômbia e dos Estados Unidos.
— O governo nacional mantém todas as suas capacidades mobilizadas para proteger vidas, atender às comunidades afetadas e levar ajuda a cada território onde for necessária — disse o presidente em Bogotá, onde coordena o atendimento à emergência.
O presidente, que tomou posse em 7 de agosto, apresentou um novo balanço que, além das vítimas, registra 61 edifícios destruídos, 18 unidades de saúde danificadas, 52 instituições de ensino afetadas, 18 vias danificadas e seis aeroportos com problemas em sua infraestrutura e sem operação para voos comerciais.
Jornalistas da AFP observaram edifícios destruídos e pessoas feridas sendo evacuadas em diversas cidades do país.
Em Pereira, capital de Risaralda, há "muitas pessoas feridas", outras "presas em meio aos escombros" e "a situação é crítica" na cidade, afirmou o prefeito Mauricio Salazar, em entrevista à Caracol Radio.
Em Manizales, uma das torres de sua emblemática catedral se desprendeu.
— Há muitíssimos edifícios com danos estruturais ou em suas fachadas. Neste momento, o trânsito está colapsado, as pessoas não querem voltar para suas casas por medo de um novo tremor — disse à AFP Jaime Zuluaga, administrador de 50 anos, na cidade.
O futebol também foi afetado. As partidas restantes da quarta rodada do campeonato da primeira divisão foram adiadas após o terremoto, informou a entidade que administra o futebol local. As competições sul-americanas também tiveram jogos cancelados no país.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, expressou solidariedade ao novo governo, do qual é um aliado próximo. O governo de Donald Trump "está disposto a prestar apoio ao povo colombiano e ao governo" de De la Espriella, afirmou no X.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou sua disposição de ajudar. "Nesta noite, o coração da Europa está com o povo da Colômbia após o terrível terremoto na região de Chocó", escreveu nas redes sociais.
Em suas redes sociais, o presidente Lula manifestou sua solidariedade ao povo colombiano e afirmou que "o Brasil permanece à disposição da Colômbia".
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, ofereceu "todo o apoio que a Colômbia precisar". Os presidentes do Chile e do Equador manifestaram solidariedade à Colômbia.
Israel também ofereceu ajuda, em meio à retomada das relações diplomáticas após a chegada ao poder do ultradireitista De la Espriella.
g1zh