
Quatro casos de raiva herbívora em bovinos foram confirmados em Doutor Maurício Cardoso, no noroeste do Rio Grande do Sul. Um quinto caso suspeito ainda está em análise e aguarda o resultado do laboratório oficial. Outro caso, do município vizinho de Crissiumal, também está sob investigação.
Os casos confirmados foram registrados nas localidades de Esquina Andrades, Lajeado Correntino, Nova Brasília e Barra do Centro Novo. O primeiro diagnóstico positivo foi recebido em 20 de julho. O segundo e o terceiro foram confirmados em 28 de julho, enquanto o quarto resultado foi confirmado nesta terça-feira (4) pelo Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), laboratório oficial do Estado.
A principal medida de prevenção da doença é a vacinação do rebanho bovino. Nesse sentido, a Prefeitura de Doutor Maurício Cardoso anunciou que adquiriu três mil doses de vacina contra a raiva para imunização do rebanho bovino. A vacinação teve início nas áreas consideradas de maior risco e deve ser ampliada gradualmente para outras localidades.
De acordo com a inspetoria veterinária, o município possui cerca de 5 mil cabeças de gado cadastradas no sistema da Defesa Agropecuária. Como o protocolo de imunização prevê duas doses, com intervalo de 21 a 30 dias entre as aplicações, a estratégia inicial busca garantir a segunda dose aos animais já vacinados antes da ampliação da campanha.
Caso suspeito em Crissiumal
No município vizinho de Crissiumal, um bovino com suspeita de raiva herbívora teve material coletado em 24 de julho, na localidade de Barra do Buricá. O resultado oficial da análise ainda é aguardado e, segundo a inspetoria veterinária, deve ser divulgado pelo laboratório estadual ainda nesta semana.
Enquanto aguarda o laudo, a inspetoria afirma que intensificou as ações de prevenção no município.
Controle do morcego hematófago
Equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) realizam nesta semana ações de controle do morcego hematófago em Crissiumal e Doutor Maurício Cardoso. O trabalho consiste na localização de refúgios da espécie, considerada a principal transmissora da raiva herbívora.
Segundo a inspetoria veterinária, esses morcegos costumam utilizar como abrigo casas rurais abandonadas, troncos ocos de árvores, fendas em rochas e poços desativados. Uma das características observadas nesses locais é a presença de fezes com aspecto semelhante ao de óleo queimado. Produtores podem informar a localização de possíveis refúgios para o WhatsApp: (55) 3537-4171.
Pessoas que tiverem contato com animais com suspeita de raiva ou que forem mordidas por animais domésticos ou silvestres devem procurar unidades de saúde para atendimento.
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