
O Rio Grande do Sul terá ao menos 10 novos deputados estaduais em 2027. A renovação se dará porque parlamentares de seis partidos não irão concorrer à reeleição, em busca de cargos mais altos na disputa de outubro.
Entre eles estão o campeão de votos para a Assembleia Legislativa em 2022, Gustavo Victorino (Republicanos), além dos mais votados de algumas das maiores bancadas, como Silvana Covatti (PP), Valdeci Oliveira (PT) e Juvir Costella (MDB).
Completam o grupo Ernani Polo e Frederico Antunes, ambos do PSD, Felipe Camozzato (Novo), Laura Sito (PT), bem como Patrícia Alba e Vilmar Zanchin, do MDB. Juntos, estes 10 deputados obtiveram 602.488 votos em 2022.
Corrida à Câmara
Sete deles disputam uma cadeira na Câmara dos Deputados (veja quadro). Silvana e Polo concorrem a vice-governador nas chapas de Luciano Zucco (PL) e Gabriel Souza (MDB), respectivamente. Já Antunes, o mais experiente de todos, com sete mandatos sucessivos na Assembleia, é candidato ao Senado.
O MDB é o partido com mais postulantes a outros cargos. Para suprir as vagas de Costella, Patrícia e Zanchin, equivalente à metade da bancada, o partido aposta no ex-deputado Marco Alba, na presidente do MDB Mulher, Cris Lohmann, na ex-prefeita de Dois Irmãos Tânia Terezinha da Silva e nos suplentes que assumiram o mandato nesta legislatura: Carlos Búrigo, Rafael Braga e Tiago Simon.
No PSD, o desafio é manter as oito cadeiras atuais. A legenda elegeu apenas um deputado em 2022, mas foi a que mais se beneficiou na janela partidária deste ano, recebendo quatro deputados do PSDB, dois do PP, um do União Brasil e um do PSB. Sem Polo e Antunes na próxima legislatura, confia no potencial do ex-prefeito de Santa Maria Jorge Pozzobom, e das ex-prefeitas de Pelotas Paula Mascarenhas, e de Santana do Livramento Ana Tarouco, além do ex-suplente Dimas Costa.
Maior bancada da Assembleia, com 11 deputados, o PT enfrenta uma situação inédita. Pela primeira vez desde sua fundação, não terá candidato ao governo do Estado. Para compensar a ausência do 13 na urna, o partido vai concentrar forças na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os nomes considerados mais competitivos, estão o ex-prefeito de Taquari Maneco Hassen e os vereadores Alexandre Bublitz e Natasha Ferreira, de Porto Alegre, e Lelinho Lopes, de Bagé.
Com três desfalques em relação aos eleitos em 2022 — Silvana, que concorre à majoritária, e Ernani e Antunes, que migraram para o PSD —, o PP trabalha para manter as sete cadeiras atuais. No comando do partido, a família Covatti lança dois novos nomes: Sandro do Covatti, irmão de Silvana, e Nicole Weber Covatti, vereadora em Santa Cruz do Sul e esposa do presidente estadual, Covatti Filho. Os ex-prefeitos de Dom Pedrito e Uruguaiana, respectivamente Mário Augusto Gonçalves e Ronnie Mello, além da influencer rural Ronize Damassini, também são apostas.
Com seis deputados, o Republicanos tenta manter os 112 mil votos que fizeram de Victorino o mais votado em 2022. A expectativa é que grande parte desse espólio fique com os candidatos à reeleição, mas a legenda também espera eleger o ex-deputado federal João Derly, além dos políticos pelotenses Fernando Estima e Adriana Rodrigues.
No PL, a candidatura de Zucco ao Palácio Piratini é considerada um trunfo para ampliar a atual bancada de seis parlamentares. Nomes como o da vereadora Comandante Nádia, do ex-prefeito de Farroupilha Fabiano Feltrin, da advogada Ali Klemt e da presidente do PL Mulher, Adriana Cherini, são tidos como os mais fortes.
A situação é semelhante no PDT, cuja candidatura de Juliana Brizola ao governo espera alavancar a representação na Assembleia. Os ex-suplentes Airton Artus e Tiago Cadó são prioridade.
Entre as bancadas com dois deputados, o PSOL aposta em três vereadoras: Karen Santos, segunda mais votada em Porto Alegre; Fernanda Miranda, de Pelotas, e Alice Carvalho, de Santa Maria, duas campeãs de votos em 2024. Já o Podemos tem confiança na eleição do radialista Gugu Streit, do vereador Giovanni Byl, de Porto Alegre, e da empresária Deise Maranata, mulher do candidato do PSDB ao governo, Marcelo Maranata.
O PSDB, que viu toda a sua bancada de cinco deputados migrar de partido ao longo do mandato, trabalha para eleger o presidente estadual da sigla, o vereador e atual presidente da Câmara de Porto Alegre, Moisés Barboza.
O Novo aposta no vereador Ramiro Rosário e no ex-deputado Giuseppe Riesgo, enquanto o União Brasil crê na eleição do vereador Eric Douglas, mais votado na história de Canoas, e da ex-suplente Bárbara Penna. No PSB, os principais nomes são João Pedro Grill, de Camaquã e o vereador Cesinha Brisolara, de Pelotas.
MDB
Novo
PP
PSD
PT
Republicanos
MDB
PDT
PL
Podemos
PP
PSD
PSB
PSOL
PT
Republicanos
União Brasil
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