
O Partido Social Democrático (PSD) oficializou neste domingo (26), em convenção realizada na sede do partido em São Paulo, a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice.
"Eu não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab, que enfrentou todos aqueles que achavam que podiam calar o Brasil e que não teria mais nenhum candidato fora da polarização", afirmou Caiado no palco do evento, diante de militantes e partidários. O político prometeu, se eleito, implantar um "novo modelo de governo".
"Não é possível que o Brasil vá querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. Eleição não é de rejeitados. É de quem traz resultado para a sociedade brasileira. É o que nós demonstramos. Saímos do governo do Estado com 88% de aprovação, mostrando que, quando se tem capacidade para governar, a população reconhece. O que o Brasil precisa é de alguém que tenha coragem de comprar a briga pelo cidadão brasileiro", disse Caiado.
Caiado vai disputar o Palácio do Planalto pela segunda vez. Nas eleições de 1989, terminou em 10º lugar, com 0,72% dos votos no primeiro turno. Em sua carreira política, foi deputado federal, senador e governador de Goiás por dois mandatos. Renunciou ao cargo em março para concorrer à Presidência.
O ex-governador chegou à convenção com a chapa definida. Em 1º de julho, anunciou Kassab como vice e disse que o presidente do PSD participaria ativamente de um eventual governo. A escolha formou uma chapa "puro-sangue", composta apenas por integrantes da legenda. O PSD não fechou coligações até o momento.
Ex-prefeito de São Paulo, Kassab foi ministro nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer e secretário da gestão Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. Em 2011, fundou o PSD, partido que tem o maior número de prefeitos do país.
Apesar da chapa 100% PSD, Caiado enfrenta dificuldades para unificar o partido em estados importantes. Em São Paulo, o partido apoia a reeleição de Tarcísio, que está com Flávio Bolsonaro. Em Minas Gerais, o governador Mateus Simões, do PSD, declarou apoio a Zema (Novo). No Rio de Janeiro e na Bahia, lideranças estaduais da legenda apoiam o presidente Lula. Com isso, a chapa pode ficar sem palanques próprios em alguns dos maiores colégios eleitorais do país.
Em entrevista coletiva pouco antes de subir ao palco, Caiado afirmou: "Como um homem temente a Deus, a gente já tem o sentido que vai ser uma longa luta, e que Deus seja bom pela vitória." Chamou a polarização política de "o máximo da estupidez".
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Gilberto Kassab e Ronando Caiado em convenção nacional do PSD em São Paulo — Foto: Reprodução
Antes de Caiado, Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) já haviam sido anunciados candidatos à Presidência.
Outros pré-candidatos ainda vão realizar suas convenções:
A convenção é o ato em que o partido oficializa seus candidatos nas eleições. O prazo para isso vai até 5 de agosto. Depois, as candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A campanha começa oficialmente no dia seguinte.
g1