
A Justiça acolheu o pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul e determinou o arquivamento da investigação envolvendo a ex-deputada estadual e pré-candidata ao Governo do Estado, Juliana Brizola (PDT). A decisão concluiu que não foram identificados indícios de crime ou desvio patrimonial relacionados ao caso.
Conforme a decisão, a apuração confirmou que o patrimônio da avó de Juliana, Dóris Hartz Daudt, permaneceu preservado. A prestação de contas apresentada à Justiça demonstrou que não houve desvio de recursos e que os empréstimos citados durante a investigação eram de responsabilidade da própria ex-deputada, sendo quitados com recursos pessoais.
O Ministério Público também apontou que os extratos bancários divulgados durante o caso correspondiam a despesas realizadas no cartão de crédito pessoal de Juliana Brizola, sem relação com o patrimônio da avó.
Na decisão, foi destacado ainda que as questões patrimoniais já haviam sido esclarecidas na esfera cível, não sendo encontrados elementos que configurassem ilícito penal. O documento também registra a concordância do familiar responsável pela notícia-crime com os esclarecimentos apresentados.
Filha de criação de Dóris Hartz Daudt, Juliana Brizola informou que foi a única familiar residente em Porto Alegre nos últimos anos de vida da avó. Segundo a assessoria, durante cerca de duas décadas ela acompanhou diretamente os cuidados da idosa, mantendo uma estrutura de assistência composta por equipe médica, fisioterapia, nutricionista e cuidadoras em tempo integral.
Em manifestação divulgada por sua assessoria, Juliana Brizola afirmou que recebeu a decisão com tranquilidade.
"Recebo com serenidade a decisão do Ministério Público, que chegou à conclusão que eu sempre soube que chegaria: nunca houve qualquer irregularidade. O patrimônio da minha avó estava preservado. E as informações que foram divulgadas de forma covarde eram apenas despesas do meu cartão pessoal", declarou.
As informações foram divulgadas pela assessoria de comunicação da ex-deputada.
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