
Foi um jogo de oitavas de final de Copa do Mundo, mas poderia muito bem valer pela Copa Libertadores. Diante de um Paraguai que apostou todas as suas fichas numa poderosa retranca, a França teve muitas dificuldades, mas venceu o confronto deste sábado, na Filadélfia, por 1 a 0, e está nas quartas de final, onde vai enfrentar o Marrocos, às 17h da quinta-feira, em Boston.
Os dados oficiais da Fifa indicam que o jogo começou com 11 jogadores para cada lado. Talvez sim, mas há quem acredite que cercando a defesa do time sul-americano estava cada um dos 7,1 milhões de paraguaios. A França, tão acostumada a confrontos com seleções europeias, logo percebeu que teria pela frente um duelo de Copa Libertadores. E nestes nem sempre vencer na qualidade basta.
O Paraguai não entrou em campo para vencer. O objetivo do time de Gustavo Alfaro sempre foi bem claro: não sofrer gols. A partir daí, contar com a irritação dos franceses e quem sabe abrir vantagem em um lance isolado. E, justiça seja feita, por muito tempo essa pareceu uma estratégia viável.
Os primeiros 45 minutos terminaram sem que os franceses, que até então vinham com uma média de gols superior a três por partida, sequer tivessem uma chance clara para abrir o placar. Diante de uma muralha em vermelho, azul e branco, tudo parava, por mais que Mbappé, Dembélé, Olise e companhia tentassem com dribles e cruzamentos.
Sem sucesso, o técnico Didier Deschamps fez uma troca na metade do segundo tempo. Sacou Barcola e mandou a campo Doué. Logo na sequência, o atacante recebeu a bola e foi à linha de fundo. Sem saídas, fez o movimento contrário, indo a dribles para o centro da área. Só que no meio do caminho, Diego Gómez derrubou o jogador. O árbitro conferiu o lance no VAR e não titubeou: pênalti.
A cobrança de Mbappé foi perfeita: goleiro de um lado, bola no outro e a França na frente. Programado apenas para defender, o Paraguai pouco teve a fazer nos minutos que faltavam. Agora, eram os franceses que faziam o tempo passar e jogavam com a irritação adversária, o que aumentou o número (e a intensidade) das faltas.
Ao final, a França passou no teste: em um jogo de oitavas de final da Copa do Mundo, venceu no modo Copa Libertadores e está entre as oito melhores seleções do torneio.