
Moradores da Travessa Lopes, localizada no Bairro Pippi, na zona leste de Santo Ângelo, voltam a cobrar providências do Poder Público Municipal diante das precárias condições da via. Conforme relatos dos residentes, o problema é antigo e, apesar de inúmeros pedidos encaminhados aos órgãos competentes, nenhuma solução efetiva foi apresentada até o momento.
A situação muda conforme o clima, mas os transtornos permanecem. Nos períodos de estiagem, uma intensa camada de poeira toma conta da rua, causando desconforto aos moradores e dificultando a convivência diária. Já nos dias de chuva, o cenário se transforma em um verdadeiro lamaçal, com buracos cobertos por água e barro espalhado por toda a extensão da via.
Segundo os moradores, caminhar pela Travessa Lopes tornou-se um desafio constante. Além do risco de quedas, há dificuldades para o trânsito de veículos, motocicletas e pedestres. Muitos relatam que frequentemente precisam chegar ao trabalho, à escola ou a outros compromissos com roupas e calçados cobertos de barro.
A preocupação aumenta quando o assunto são as crianças. De acordo com os residentes, estudantes enfrentam diariamente dificuldades para chegar às escolas durante os dias chuvosos. Em diversos pontos da rua, a água fica acumulada devido aos buracos e à falta de infraestrutura adequada, obrigando famílias a improvisarem caminhos para evitar a lama.
Os moradores afirmam que já procuraram diversas vezes os setores responsáveis da Prefeitura de Santo Ângelo, registrando reclamações e solicitando melhorias. Entretanto, segundo eles, até agora nenhuma medida concreta foi adotada para resolver o problema.
"Somos contribuintes, pagamos nossos impostos e esperamos o mínimo de infraestrutura para viver com dignidade. Parece que nossa comunidade foi esquecida pelo poder público", desabafam moradores da Travessa Lopes.
Além do desconforto diário, a população teme que a situação se agrave ainda mais com a continuidade das chuvas, aumentando os riscos de acidentes e dificultando o acesso de veículos de emergência, transporte escolar e serviços essenciais.
Os moradores reforçam o apelo para que a Administração Municipal realize uma vistoria no local e execute obras de recuperação da via, incluindo patrolamento, drenagem e melhorias na pavimentação. Eles destacam que não reivindicam benefícios extraordinários, mas sim condições básicas de mobilidade, segurança e qualidade de vida.
Enquanto aguardam uma resposta efetiva, a comunidade segue convivendo com poeira, barro e buracos, na expectativa de que o problema deixe de fazer parte apenas das promessas e passe a receber a atenção que, segundo os moradores, deveria ser prioridade para uma cidade que busca oferecer infraestrutura adequada a todos os seus bairros.
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