
Toda a expectativa que havia em torno de Holanda x Marrocos ser um dos melhores jogos da segunda fase da Copa do Mundo foi confirmada. Na noite desta segunda-feira, em Monterrey, no México, as duas seleções tiveram um confronto de primeira linha, com chances alternadas, disputas ríspidas e viradas de rumo. Como 90 minutos não dariam conta de um jogo desse naipe, foi preciso a prorrogação e os pênaltis. E foi quando os marroquinos levaram a melhor, batendo os holandeses por 3 a 2, depois de 1 a 1 no tempo normal. A seleção agora terá pela frente o Canadá nas oitavas de final, no sábado, às 14h.
Que Holanda x Marrocos seria um dos duelos mais equilibrados da segunda fase era algo esperado. O que talvez não fosse tão prevísivel é que o confronto seria também um dos mais violentos. Pior para o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que teve bastante dificuldade em conter as disputas que seguidamente cruzavam a linha do bom senso.
Quando a bola rolou, foi o Marrocos quem levou uma ligeira vantagem, obrigando o goleiro Verbruggen a fazer grandes defesas para manter o placar inalterado. Do lado holandês, o atacante Brobbey, que já havia marcado três gols na Copa, era bem marcado e pouco ameaçava.
Logo no início do segundo tempo, o Marrocos teve duas chances claras para marcar, mas o máximo que conseguiu foi mandar a bola no travessão em conclusão de Khannouss. E se o futebol tem alguns ditados, é porque geralmente eles são reais. E nenhum é mais correto do que o famoso “quem não faz, leva”.
Marrocos não fez, levou. Aos 26 minutos, Summerville ganhou na velocidade da defesa e, mesmo caído depois de uma trombada, conseguiu dar um passe perfeito para Gakpo, que chutou com força para fazer o gol da vitória.
Na comemoração, o jogador ajoelhou-se emocionado. Durante a semana, o holandês viveu um drama pessoal quando perdeu um filho, ainda em gestação. Parecia que o jogo estava resolvido. Mas se há algo que essa Copa tem mostrado é que não se deve subestimar os acréscimos. E aos 46 minutos da etapa final, o zagueiro Diop apareceu na área holandesa para, de cabeça, deixar tudo igual e levar o confronto para a prorrogação.
Logo no início do tempo extra, Verbruggen fez um milagre, defendendo à queima-roupa o que seria um golaço de Rahimi para o Marrocos. À medida que o final da prorrogação se aproximava, os dois países priorizavam a cautela para não correr qualquer risco. Assim, os pênaltis foram inevitáveis.
Nas penalidades, a Holanda desperdiçou três cobranças. Melhor para o Marrocos, que, na cobrança de Saibari definiu a vitória por 3 a 2 e a classificação africana.
HOLANDA 1 (2)
Verbruggen, Van Hecke, Van Dijk e Aké (Koopmeiners); Dumfries, Gravenberch (Timber), De Jong (Roon) e Van de Ven (Hato); Summerville, Gakpo (Kluivert) e Brobbey (Weghorst). Técnico: Ronald Koeman.
MARROCOS 1 (3)
Bono, Hakimi, Diop, Riad (Salah-Eddine) e Mazraoui, Bouaddi (El Mourabet), El Aynaoui, Díaz (Yassine), Khannouss (Talbi) e Ounahi (Rahimi); Saibari. Técnico: Mohamed Ouhabi.
ÁRBITRO: Wilton Pereira Sampaio (Brasil).
LOCAL: Estádio BBVA, em Monterrey (México).