
“Ouviram do Ipiranga…” O brasileiro pode não saber cantar por inteiro, mas a melodia e as frases iniciais são inconfundíveis e, para além de integrar protocolos oficiais de eventos, o hino nacional costuma provocar emoções, sobretudo, quando executado antes de eventos esportivos. Em várias ocasiões, inclusive, é comum que a torcida continue cantando mesmo após o término da reprodução oficial, como aconteceu na estreia da Copa do Mundo. Após a conclusão da primeira rodada, o site americano “The Athletic”, braço esportivo do New York Times, analisou os hinos de todos os 48 países participantes e elegeu o brasileiro como “obra-prima” e o melhor do Mundial.
Os elogios à letra de Joaquim Osório Duque Estrada e melodia de Francisco Manoel da Silva destacam a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”. Apesar de citar que em 1min e 48 segundos há muitas palavras cantadas em ritmo acelerado, o artigo destaca os trechos sobre “não temer a batalha”, “um colosso destemido” e “pátria amada”.
Com nota 9/10 no quesito emoção, a música de 1831 é tida como um dos melhores hinos do mundo, com “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce” sendo considerado o trecho mais marcante.
A introdução da análise deixa claro que a observação é subjetiva, mas considera que “existe uma certa lógica sobre o que faz um bom hino nacional”. O objetivo seria encontrar “canções emocionantes e apaixonadas, com as quais jogadores e torcedores realmente se envolvam” e que, “independentemente da nacionalidade, façam você querer se levantar e gritar”.
A avaliação traz ainda canções medianas que se tornam grandiosas “pela maneira apaixonada como os torcedores cantam”, como são os casos dos hinos dos Estados Unidos e Escócia. O da Inglaterra ficou com o último lugar no ranking, sendo considerado “horrível”, com “pompa cerimonial enfadonha” e “melodia que se arrasta impiedosamente”, enquanto os 33 segundos da música da Jordânia traz notas repetitivas, cantadas bem desafinadas pelos jogadores. Os símbolos da Espanha e Bósnia e Herzegovina, por sua vez, são criticados por não terem letra.
Na América do Sul, o cântico do Paraguai ficou na 32ª posição, sendo “agradável, mas não exatamente memorável”, com “uma divertida introdução musical”. Uruguai, Argentina e Equador ocupam o nono, sétimo e sexto lugares, respectivamente. O hino que antecede a celeste é comparado a algo saído de “O Mágico de Oz”, porém, com uma “genuína jornada musical de alegria”. A música argentina, por sua vez, traz emoção, tal como o equatoriano.
O hino colombiano aparece na quarta colocação, com a classificação de “magnífico”. Escrito pelo ex-presidente Rafael Nuñez, a letra em forma de poema para celebrar a independência é acompanhada de “longa introdução de trompetes vibrantes”. ““Independência!, clama o mundo americano; banhada pelo sangue dos heróis, a terra de Colombo” é tido como o trecho mais marcante.
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