
Até 16 de maio, o país registrou mais de 8 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza, cerca de 70% a mais do que no mesmo período de 2025. Em meio ao avanço das internações e ao aumento da circulação do vírus, infectologistas ouvidos pelo g1 destacam a importância do uso precoce do antiviral oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu, que pode reduzir em até 52% as hospitalizações relacionadas à doença.
Segundo o Ministério da Saúde, praticamente todos os estados brasileiros estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com exceção de Rondônia. Em 20 unidades da federação, há também sinal de crescimento da tendência de longo prazo. As hospitalizações por Influenza A seguem em alta na região Sul e em estados como São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins.
Até a última semana analisada, foram registradas 31.775 hospitalizações por SRAG com identificação de vírus respiratórios. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) respondeu por 43% dos casos, seguido pela influenza (23%) e pelo rinovírus (21%). Dos 1.210 óbitos associados a vírus respiratórios, 57% foram relacionados à influenza.
De acordo com infectologistas, o Tamiflu apresenta melhores resultados quando iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas. O medicamento é indicado para pacientes com diagnóstico de influenza e pode reduzir a duração da doença, diminuir complicações e evitar casos graves.
O Ministério da Saúde informou que o antiviral é recomendado para pessoas com risco de agravamento e para casos de SRAG, mesmo sem confirmação laboratorial.
Segundo o infectologista Antônio Carlos Bandeira, o protocolo da pasta prioriza grupos com maior risco de complicações, como idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. Ainda assim, ele ressalta que a indicação formal do medicamento é para qualquer pessoa com diagnóstico de Influenza, como ocorre no exterior.
Entre os principais benefícios observados em estudos citados pelos especialistas, a redução das hospitalizações aparece como um dos resultados mais expressivos.
Segundo infectologista da Fiocruz André Siqueira, o uso do oseltamivir está associado a:
Além disso, o Ministério da Saúde destaca que o medicamento pode reduzir em até 38% o risco de morte.
Os especialistas alertam, porém, que o benefício tende a ser menor quando o tratamento é iniciado tardiamente, especialmente após o desenvolvimento de pneumonia ou outras complicações.
O objetivo do uso precoce é:
g1