
A comunidade missioneira e o Rio Grande do Sul seguem prestando as últimas homenagens ao cantor, compositor e ícone da cultura regional Pedro Ortaça, que faleceu na madrugada desta sexta-feira (29), aos 83 anos, em Ijuí, onde realizava tratamento médico.
O velório ocorreu no CTG Farroupilha, em Ijuí até às 14h00, em uma cerimônia promovida pelo Hospital de Clínicas de Ijuí (HCI). Amigos, familiares, admiradores e representantes da cultura gaúcha têm comparecido ao local para prestar suas despedidas a um dos maiores nomes da música missioneira.
As homenagens em Ijuí seguiu até às 14 horas desta sexta-feira. Após esse período, o corpo traslfoiadado para São Luiz Gonzaga, município onde Pedro Ortaça nasceu e construiu grande parte de sua trajetória artística e cultural. Na cidade missioneira, novas cerimônias serão realizadas para que a comunidade local também possa prestar suas últimas homenagens ao artista.
O sepultamento está marcado para este sábado (30), no Cemitério Municipal de São Luiz Gonzaga. O horário da cerimônia ainda será definido pela família.
Reconhecido como um dos últimos integrantes dos chamados Troncos Missioneiros, ao lado de nomes históricos como Noel Guarany, Cenair Maicá e Jayme Caetano Braun, Pedro Ortaça dedicou sua vida à valorização da cultura, da história e das tradições das Missões. Sua obra ajudou a preservar a identidade missioneira e levou a música regional gaúcha para diferentes partes do Brasil e do exterior.
Ao longo de décadas de carreira, Ortaça tornou-se uma referência da música nativista, destacando em suas composições temas ligados à terra, ao povo missioneiro, aos costumes gaúchos e à memória dos povos que construíram a história da região.
Nas redes sociais, a filha do artista, Marianita Ortaça, publicou uma emocionante mensagem de despedida. Em sua homenagem, destacou o legado deixado pelo pai e sua dedicação incansável à música, ao Rio Grande do Sul e à preservação das raízes missioneiras.
A morte de Pedro Ortaça provocou grande comoção entre artistas, lideranças culturais, autoridades e admiradores. Diversas manifestações de pesar foram divulgadas ao longo do dia, ressaltando a importância de sua contribuição para a cultura gaúcha e para a preservação da identidade missioneira.
Com sua partida, o Rio Grande do Sul perde uma de suas vozes mais autênticas e representativas. Entretanto, o legado construído por Pedro Ortaça permanece vivo em suas canções, em sua história e na memória de gerações que aprenderam a valorizar as tradições missioneiras por meio de sua arte.
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