
A histórica missão Artemis II, que marcou o retorno do homem à órbita lunar, chegou ao fim nessa sexta-feira (10). Após dez dias, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion, da Nasa, voltaram à Terra com um pouso realizado no Oceano Pacífico, a cerca de 100 quilômetros da costa da Califórnia (EUA), às 21h07 (horário de Brasília).
O retorno não foi fácil. As equipes de resgate da Nasa levaram quase uma hora para tirar os astronautas da cápsula e verificar o estado de saúde. Segundo a agência, todos estão bem. Apesar disso, os astronautas agora terão um acompanhamento especial para verificar os efeitos gerados pela viagem, principalmente os efeitos da falta de gravidade.
O navio de resgate levou uma “recompensa” e foi “recheado” de uncrustables, que são sanduíches sem casca e selados. O alimento foi um pedido dos astronautas.
Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram os astronautas da missão, que marcou o recorde de maior distância percorrida por seres humanos no espaço, além de ter a oportunidade de observar o lado oculto da Lua.
Como foi o pouso no mar
A sequência do pouso começou com a liberação dos paraquedas de estabilização, a cerca de 6,7 km de altitude, que ajudam a reduzir a velocidade e manter a trajetória da cápsula.
Pouco depois, já mais próxima da superfície, foram acionados os três paraquedas principais, responsáveis por desacelerar a nave até cerca de 32 km/h – velocidade considerada segura para o impacto controlado no mar.
Essa etapa aconteceu após a reentrada na atmosfera, quando a cápsula atravessou as camadas superiores da Terra a mais de 40 mil km/h e enfrentou temperaturas extremas, superiores a 2.700 °C.
Ao longo desse processo, o atrito com o ar funciona como um freio natural, reduzindo drasticamente a velocidade até o momento em que os paraquedas podem ser acionados.
A Artemis II marca a primeira missão tripulada ao entorno da Lua em mais de 50 anos. Futuramente, a Nasa planeja que o homem volte a pisar na Lua, o que não ocorre desde 1972. A missão Artemis III está prevista para acontecer em 2027, mas ainda servirá para aperfeiçoamento antes do retorno ao satélite, que deve ocorrer na Artemis IV, prevista para 2028.
A Lua é vista como um laboratório para futuras missões mais ambiciosas, como viagens a Marte. Por isso, a Artemis II não encerra apenas uma jornada histórica: ela inaugura uma nova fase da exploração espacial, com foco em permanência, tecnologia e expansão das fronteiras humanas no espaço.