
O esclarecimento foi feito pelo diretor regional Oeste da companhia, Maximiliano Morais, em entrevista à Rádio Sepé. Além do tema das faturas, ele detalhou investimentos em esgotamento sanitário e respondeu a críticas sobre a recuperação do asfalto após obras.
Segundo a empresa, a situação ocorreu devido à “roteirização das leituras”, um ajuste técnico que reorganizou o trajeto dos leituristas para tornar o processo mais eficiente e reduzir erros.
Com a mudança, algumas leituras ocorreram em intervalos menores — em certos casos com apenas quatro ou cinco dias de diferença — o que resultou na emissão de duas contas dentro do mesmo mês para parte dos consumidores.
A companhia orienta que clientes que se sentiram prejudicados solicitem parcelamento da cobrança acumulada.
“Todos esses casos podem ser parcelados em quantas vezes a pessoa quiser. Ninguém vai pagar nenhum centavo a mais”, afirmou o diretor.
A empresa reforça que o consumidor não pagará duas taxas básicas pelo mesmo período, mantendo a cobrança de 12 taxas básicas por ano, uma para cada ciclo de consumo.
Para 2026, estão previstos R$ 16,2 milhões em investimentos no município, com implantação de 33 quilômetros de novas redes de esgoto — o que deve gerar cerca de 2.300 novas ligações domiciliares.
O índice de esgoto coletado e tratado em Santo Ângelo está próximo de 40%, avanço significativo em relação aos 32% registrados em 2023.
Em nível estadual, a companhia — administrada pelo Grupo Aegea desde julho de 2023 — planeja implantar 1.741 quilômetros de redes de esgoto em 2026 em todo o Rio Grande do Sul. A meta é possibilitar mais de 155 mil novas ligações e beneficiar cerca de 955 mil pessoas.
Para Santo Ângelo, o objetivo é atingir 61% de cobertura de esgoto até 2028 e universalizar o serviço até 2033.
A recuperação do pavimento após intervenções segue como uma das principais queixas da população. As obras têm se concentrado na região Centro-Norte e no bairro Pippi.
A empresa reconheceu a existência de “passivos” — trechos com asfalto cedendo ou irregular — e informou que a fiscalização foi reforçada.
Para reduzir impactos, foi criado o programa Amigo da Obra, no qual um funcionário visita moradores antes do início das intervenções para esclarecer dúvidas e oferecer canal direto para reclamações.
“A complexidade da obra não dá direito de deixarmos problemas que afetem o dia a dia das pessoas. Não iremos mais conviver com passivos”, afirmou Morais.
A população pode buscar atendimento pelos seguintes meios:
A empresa também realizou plantões em horários estendidos e fins de semana e reforça o convite para que os moradores procurem os canais e esclareçam dúvidas individualmente.
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