
Sem reposição de lâmpadas queimadas, população cobra respostas da prefeitura e alerta para riscos à segurança
Moradores de Santo Ângelo voltaram a usar as redes sociais para denunciar um problema que se arrasta há semanas: a precariedade da iluminação pública em diversos pontos do município. As reclamações se multiplicam e revelam um cenário preocupante, marcado por pedidos ignorados, promessas repetidas e uma sensação crescente de abandono.
Segundo relatos da comunidade, contatos com o setor responsável da Prefeitura Municipal de Santo Ângelo têm sido frequentes, mas a resposta segue praticamente a mesma: dificuldades financeiras. Para os moradores, no entanto, a justificativa já não convence. A população questiona como um serviço essencial pode permanecer sem solução por tantos dias, enquanto a escuridão avança sobre ruas movimentadas e áreas residenciais.
Um exemplo que ilustra a gravidade da situação está na região central da cidade. No cruzamento da Rua Antônio Manoel com a Avenida Venâncio Aires, sete luminárias deveriam garantir visibilidade e segurança. Hoje, apenas duas funcionam. As outras cinco estão queimadas, transformando o local em um trecho de risco constante durante a noite.
A falta de iluminação não é apenas um incômodo — é uma ameaça direta à segurança pública. Comerciantes relatam queda no movimento após o anoitecer, pedestres evitam circular sozinhos e moradores convivem com o medo. A escuridão facilita ações criminosas, aumenta a sensação de insegurança e compromete a qualidade de vida de quem vive e trabalha na região.
O problema, porém, não se limita ao centro. No interior do município, a situação é apontada como ainda mais preocupante. Moradores de comunidades rurais relatam abandono e dizem que a manutenção praticamente não chega às localidades afastadas. Para eles, a falta de iluminação reforça a sensação de invisibilidade e desigualdade na distribuição dos serviços públicos.
A iluminação pública é um serviço básico e essencial. Vai além da estética urbana: está diretamente ligada à segurança, mobilidade, valorização de espaços e bem-estar coletivo. Quando falha, expõe a fragilidade da gestão e evidencia a distância entre as demandas da população e as respostas do poder público.
A comunidade agora cobra mais do que explicações. Quer prazos, planejamento e soluções efetivas. Afinal, manter a cidade iluminada não é luxo — é obrigação. E, enquanto as lâmpadas seguem apagadas, cresce a pergunta que ecoa nas ruas e nas redes sociais: até quando Santo Ângelo continuará às escuras?
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