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Política

Como fica o futuro político de Eduardo Leite após o PSD escolher Ronaldo Caiado como candidato à Presidência

Como fica o futuro político de Eduardo Leite após o PSD escolher Ronaldo Caiado como candidato à Presidência
30/03/2026 às 16:03

Preterido na escolha do PSD à Presidência da República, o governador Eduardo Leite concentra suas atenções agora no Rio Grande do Sul. Após afirmar que não pretende disputar nenhum outro cargo público, Leite vai se dedicar à própria sucessão e à conclusão do mandato.

Nesta segunda-feira (30), o presidente do PSD, Gilberto Kassab, vai anunciar oficialmente que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, será o candidato da sigla nas eleições de outubro. Uma entrevista coletiva de Caiado e Kassab está prevista para as 16h, na sede do PSD em São Paulo. 

A escolha de Caiado se cristalizou após o favorito do PSD, Ratinho Júnior, anunciar que estava abandonando suas pretensões presidenciais. Ratinho vai cumprir o mandato como governador do Paraná e retornar à iniciativa privada a partir de 2027. 

Após a desistência de Ratinho, Leite reafirmou a decisão de concorrer á Presidência. Com um forte discurso de aversão à polarização entre esquerda e direita, colheu apoios no empresariado e no setor financeiro, mas não conseguiu obter a adesão do presidente do próprio partido. Agora, Leite vai manter a mesma plataforma política, mas como cabo eleitoral, na tentativa de eleger o vice-governador Gabriel Souza (MDB), candidato de situação ao governo do RS.

No Palácio Piratini, havia uma inquietação quanto ao futuro do governador. Caso não fosse candidato à Presidência, havia a alternativa de concorrer ao Senado. Leite, porém, nunca manifestou entusiasmo em disputar uma cadeira no Legislativo. 

Em 22 anos de vida pública, ele só teve pouco mais de quatro anos de carreira parlamentar, como vereador em Pelotas, logo após debutar na política. No restante do tempo, atuou no Executivo, de chefe de gabinete a governador, passando por secretário municipal e prefeito.

O anúncio oficial só veio no início da noite de terça-feira (24). Em vídeo publicado nas redes sociais, Leite descartou outra candidatura que não fosse ao Planalto. 

— Não vou deixar o mandato de governador do Rio Grande do Sul se não for para disputar a Presidência da República. Estou pronto para a missão e com muita energia para transformar o nosso País com a ajuda dos melhores brasileiros — afirmou.

Uma angústia que rondava Leite era ficar marcado por uma segunda renúncia consecutiva. Mais importante para ele era ser lembrado como o primeiro governador a ser reeleito, e não por duas saídas antecipadas do cargo. Leite não teria problemas em abreviar o mandato para se lançar numa candidatura presidencial, mas não via sentido em abandonar o cargo para uma disputa que não lhe apetece, como é o caso do Senado.

Nos últimos meses, em meio às pressões sobre seu futuro político, Leite sempre tergiversou. Quando perguntado se o Senado seria uma alternativa, reafirmou que ainda precisava estudar em qual posição pode contribuir para a candidatura do vice-governador Gabriel Souza ao governo do Estado. 

A renúncia de Leite, porém, sempre foi esperada pelo grupo de Gabriel. Já no acordo que levou o MDB à chapa, em 2022, estava explícito que o vice assumiria o comando do Estado e concorreria no cargo à reeleição em 2026. 

Tal posição era considerada importante para dar visibilidade ao emedebista, sobretudo após as pesquisas iniciais mostrarem que o vice é desconhecido da maioria do eleitorado. Questionado na semana passada se a permanência no posto prejudicaria a campanha de Gabriel, Leite disse que não precisou do cargo para se reeleger em 2022.

— O único governador reeleito no Rio Grande do Sul não estava no mandato — justificou durante entrevista coletiva na Federasul.

 

g1rs

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