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Política

PDT e a “perfumaria” com o PL em Santo Ângelo: pragmatismo ou contradição?

PDT e a “perfumaria” com o PL em Santo Ângelo: pragmatismo ou contradição?
27/02/2026 às 00:02

O cenário político de Santo Ângelo tem produzido cenas que, para muitos, soam como contradição — para outros, como estratégia. Após uma sequência de críticas e acusações feitas pelo atual governo municipal, ligado ao PL, contra gestões passadas do PDT, chama atenção a postura recente dos pedetistas: mesmo sob ataques, o partido tem buscado articulações e recursos para o município.

A pergunta que ecoa nos bastidores e nas rodas de conversa é direta: trata-se de maturidade política ou de uma “perfumaria” institucional que mascara embates mais profundos?

Acusações e narrativa

Desde o início da atual administração, o PDT foi apontado como responsável por problemas financeiros herdados, com discursos que enfatizam supostas dívidas deixadas aos cofres públicos. A retórica reforça a ideia de ruptura e reconstrução — estratégia comum em transições de governo.

No entanto, paralelamente ao discurso crítico, lideranças do PDT seguem viabilizando agendas e buscando recursos junto a esferas estaduais e federais. Para parte da população, isso cria um contraste evidente entre discurso e prática.

Recursos e articulação

Enquanto o Executivo municipal é acusado por adversários de manter distância do governo federal, o PDT tem mantido pontes políticas em Brasília e no Estado. Na prática, isso se traduz em encaminhamentos, emendas e tentativas de captação de investimentos para áreas estratégicas do município.

Esse movimento coloca o partido em posição delicada: ao mesmo tempo em que é alvo de críticas locais, apresenta-se como agente ativo na busca por soluções.

Política é confronto ou cooperação?

O episódio reacende um debate clássico na política municipal: até que ponto divergências ideológicas devem impedir articulações em favor da cidade?

Há quem veja na postura do PDT um gesto de responsabilidade institucional — “dar a outra face”, mesmo após ataques. Outros interpretam como estratégia de reposicionamento, mirando o futuro eleitoral.

O que fica para a população

Para o cidadão comum, o que importa é o resultado prático: recursos chegando, obras acontecendo e serviços funcionando. Se a cooperação — ainda que desconfortável — gerar benefícios concretos, a narrativa perde força diante dos fatos.

Resta saber se essa relação seguirá marcada por discursos duros e gestos conciliatórios ou se haverá um alinhamento mais transparente entre crítica e prática.

No fim das contas, a política local segue mostrando que, muitas vezes, adversários no palanque podem se tornar aliados circunstanciais quando o assunto é interesse público.

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