
O caso veio à tona após questionamento de um vereador, que classificou o gasto como “inadequado diante das prioridades enfrentadas pelo município”. Para o parlamentar, o valor poderia ser direcionado a áreas consideradas mais urgentes, como saúde, infraestrutura urbana e manutenção de serviços essenciais.
A principal crítica não se refere à legalidade da compra, mas à oportunidade do investimento. O vereador argumenta que, em um cenário de constantes reclamações da população sobre buracos nas vias, falta de medicamentos e necessidade de melhorias em escolas e postos de saúde, a aquisição de equipamentos de alto valor gera desconforto e sensação de distanciamento da realidade enfrentada pela comunidade.
“Não se trata de ser contra comunicação institucional, mas de entender o que é prioridade neste momento”, destacou o parlamentar durante manifestação na tribuna.
Conforme informações preliminares, o Executivo sustenta que os equipamentos serão utilizados para produção de conteúdo oficial, cobertura de eventos, registros de obras, divulgação de ações governamentais e fortalecimento da transparência institucional. A administração também argumenta que o investimento pode reduzir custos futuros com contratações terceirizadas para produção de material audiovisual.
Ainda assim, o valor total — R$ 36 mil — chamou a atenção e passou a ser alvo de debate público.
O episódio reforça a importância do acompanhamento constante dos gastos públicos por parte da sociedade e do Legislativo. A fiscalização e o debate são instrumentos essenciais para garantir que os recursos arrecadados sejam aplicados de forma eficiente e alinhada às necessidades coletivas.
A comunidade agora aguarda esclarecimentos mais detalhados sobre o processo de compra, critérios técnicos adotados e a efetiva economicidade da aquisição.
A reportagem permanece à disposição do Executivo Municipal para manifestação oficial e atualização das informações.
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