
Em diversos pontos, a vegetação cresce entre os túmulos, dificultando o acesso às sepulturas e obrigando visitantes a improvisarem caminhos. Além do matagal, restos de lixo, plásticos, garrafas e resíduos de velas acumulam-se ao redor dos jazigos, comprometendo não apenas a estética do local, mas também a segurança e a saúde pública.
Familiares relatam que a situação não é recente. Segundo eles, a manutenção tem sido irregular e insuficiente, o que agrava o sentimento de abandono. “É um momento de dor e saudade, mas o que encontramos aqui é desrespeito”, desabafou uma visitante que preferiu não se identificar.
O cemitério é um espaço de memória, onde famílias prestam homenagens a seus entes queridos. A falta de cuidado com a limpeza e conservação demonstra, na avaliação de moradores, ausência de planejamento e fiscalização por parte do poder público responsável pela administração do local.
Outro ponto levantado é o risco que o mato alto pode representar, favorecendo a proliferação de insetos e animais peçonhentos, especialmente em períodos de temperaturas elevadas. A situação preocupa principalmente idosos, que são maioria entre os visitantes.
A comunidade pede providências urgentes das autoridades responsáveis, cobrando um cronograma regular de manutenção, roçada e recolhimento de lixo. Moradores defendem que o respeito aos que partiram começa pelo cuidado com o espaço onde estão sepultados.
Até o momento, não houve manifestação oficial sobre quando será realizada a limpeza do local.
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