Seja Bem vindo!
28/02/2024
CORSAN - 25/10/2025
WEINERT - 05/01/2024
Giana - 08/06/24
FITZ TINTAS - 29/12/2025
trilegal-21/09/22
NORTHON MOTTA-02/07/20
Geral

A quem cabe a segurança nas praças públicas de Santo Ângelo?

A quem cabe a segurança nas praças públicas de Santo Ângelo?
02/02/2026 às 23:02

A pergunta ecoa com cada vez mais força entre moradores, comerciantes e frequentadores de espaços públicos de Santo Ângelo: de quem é, afinal, a responsabilidade pela segurança nas praças da cidade? O questionamento surge diante de uma sequência de episódios preocupantes registrados nos últimos meses, especialmente nos fins de semana, que vêm transformando locais tradicionais de convivência familiar em cenários de insegurança e medo.

Uma cidade que se projeta como destino turístico, conhecida como a Capital das Missões, não pode naturalizar imagens de confusão, violência e desordem em seus principais cartões-postais. No último fim de semana, a Praça Pinheiro Machado, localizada junto ao Centro Histórico, foi novamente palco de tumultos durante a madrugada, com grupos entrando em confronto em meio a gritaria, desorganização e total ausência de controle.

O que deveria ser um espaço de encontro, lazer e convivência social tornou-se, aos olhos da própria comunidade, um local evitado por famílias, especialmente no período noturno. Pais deixam de levar filhos, idosos evitam circular e comerciantes sentem os reflexos diretos da falta de segurança.

Ainda mais grave foi o episódio registrado na Praça do Brique, onde disparos de arma de fogo foram ouvidos no final da tarde de domingo — justamente no horário em que famílias e crianças costumam ocupar o espaço para momentos de lazer. O fato gera indignação e apreensão: como aceitar que um ambiente destinado ao convívio familiar se torne cenário de tamanha violência?

Não se trata de casos isolados. A repetição dos episódios revela um problema estrutural, que exige respostas claras e ações efetivas. Cabe à Brigada Militar? À Guarda Municipal? Ao poder público municipal, responsável pela iluminação, monitoramento e ordenamento dos espaços? Ou a todos esses órgãos de forma integrada? O silêncio e a ausência de soluções concretas apenas ampliam a sensação de abandono.

É impossível ignorar que a Praça Pinheiro Machado já foi cenário, não muito tempo atrás, de um episódio trágico, quando um jovem perdeu a vida vítima de um ataque com arma branca. A memória desse fato reforça o alerta: a inércia pode custar vidas.

Mais do que discursos, a comunidade espera presença ostensiva, planejamento, prevenção e políticas públicas eficientes. A ocupação positiva dos espaços, aliada à fiscalização, iluminação adequada e policiamento contínuo, é fundamental para devolver às praças seu verdadeiro papel social.

Santo Ângelo não pode esperar que uma nova tragédia aconteça para agir. A responsabilidade é coletiva, mas a iniciativa deve partir das autoridades constituídas. Garantir segurança em espaços públicos não é favor — é dever.

RADIOCIDADESA

A RADIOCIDADE
CLUBE GAÚCHO - 28/01/2026
NORTHON MOTTA-02/07/20
WEINERT - 05/01/2024
FITZ TINTAS - 29/12/2025
CLUBE GAÚCHO - 28/01/2026 INFANTIL
CORSAN - 25/10/2025
28/02/2024