
Os residentes procuraram o departamento de jornalismo do Portal Rádio Cidade Santo Ângelo para relatar que, embora a parte interna da rodoviária esteja adequada para os usuários do transporte, o entorno externo — especialmente nos fundos do terminal — foi deixado de lado. Segundo os moradores, a falta de pavimentação ou de qualquer medida de contenção faz com que a movimentação dos veículos levante verdadeiras nuvens de poeira ao longo do dia.
De acordo com os relatos, o problema não é pontual, mas permanente. A poeira invade residências, provoca mal-estar, agrava problemas respiratórios e torna tarefas simples do cotidiano praticamente impossíveis. “Não conseguimos manter a casa limpa e muito menos estender roupas no varal. Em poucos minutos, tudo fica coberto de poeira”, relatam moradores da área.
Além do desconforto, a situação levanta questionamentos sobre o planejamento da obra. Para a comunidade, a entrega de uma estrutura moderna por dentro, mas com um entorno negligenciado, evidencia falhas na execução e na priorização dos impactos reais sobre quem vive próximo ao empreendimento. “Resolveram o problema de quem passa por ali, mas esqueceram de quem mora ali”, resumem os moradores.
A ausência de medidas simples, como pavimentação, umidificação periódica do solo ou até soluções provisórias de controle de poeira, reforça a sensação de descaso. Para os residentes, o problema poderia ser minimizado com ações básicas, caso houvesse vontade e atenção por parte dos responsáveis pela rodoviária e do poder público.
Os moradores afirmam que não são contrários à nova rodoviária, reconhecendo a importância da estrutura para o município. No entanto, defendem que o desenvolvimento urbano não pode ocorrer à custa da qualidade de vida da população do entorno. “Somos favoráveis ao progresso, mas não podemos pagar essa conta sozinhos”, destacam.
Diante da situação, a comunidade espera que os responsáveis pela gestão do terminal e os órgãos competentes adotem providências imediatas, apresentando soluções concretas para reduzir a poeira e garantir condições mínimas de salubridade no local. Até o momento, segundo os moradores, nenhuma resposta efetiva foi apresentada.
O espaço segue aberto para manifestação dos responsáveis pela nova estação rodoviária e do poder público municipal.
RADIOCIDADESA