
Segundo o morador, a falta de limpeza entre os túmulos é impressionante. Em diversos pontos do cemitério, o mato alto tomou conta dos corredores, tornando praticamente impossível a circulação entre as sepulturas. “É triste e revoltante. A gente vem prestar uma homenagem a quem já partiu e encontra esse descaso”, relatou.
“O cemitério está completamente abandonado pelo poder público. O mato cobre os espaços entre os jazigos e não há como caminhar com segurança. Algo assim nunca aconteceu em administrações passadas”, desabafou.
Além da dificuldade de locomoção, o mato alto também levanta preocupações quanto à presença de animais peçonhentos, aumentando o risco para idosos e familiares que frequentam o local.
A manutenção dos cemitérios públicos em Santo Ângelo é de responsabilidade direta da Prefeitura Municipal, que possui um departamento específico designado para esse tipo de serviço, conforme determina a organização administrativa do município.
No entanto, o que se observa na prática é a ausência total de manutenção, refletindo mais um exemplo do que moradores vêm classificando como descaso da atual gestão com serviços básicos e essenciais.
Para os familiares, a situação vai além de uma simples questão de limpeza. Trata-se de respeito à memória dos falecidos e às famílias que ali comparecem para momentos de luto, reflexão e homenagem.
“É um local sagrado, um campo santo. O mínimo que se espera é cuidado e dignidade”, afirmou outro visitante, que também preferiu não se identificar.
Diante do cenário, a comunidade cobra uma ação imediata do Executivo Municipal, com a realização de limpeza, roçada e manutenção regular do Cemitério Sagrada Família. Até o momento, segundo os moradores, nenhuma providência concreta foi tomada.
O que se aguarda agora é que a Prefeitura se manifeste e cumpra com sua obrigação, devolvendo ao local as condições mínimas de acesso, segurança e respeito que a população merece.
Enquanto isso não ocorre, o sentimento predominante entre os moradores é de indignação, tristeza e a certeza de que, mais uma vez, a população paga o preço pela falta de gestão e prioridades do poder público.
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