
O principal problema apontado pela comunidade é a falta de infraestrutura básica — tema que, segundo os moradores, fez parte das promessas da campanha eleitoral, mas que não saiu do papel. Entre os compromissos anunciados estariam o calçamento da via e a reforma de uma ponte de madeira que segue em condições precárias, colocando em risco a segurança de quem precisa utilizá-la diariamente.
Apesar de inúmeros pedidos já encaminhados ao setor responsável, os moradores relatam que, após quase 11 meses de governo, a única resposta recebida são promessas de que uma equipe seria enviada “no dia seguinte”, o que nunca se concretizou. A sensação, segundo eles, é de invisibilidade e descaso.
A situação se agrava em dias de chuva: transitar pela Rua Bagé torna-se praticamente impossível. Trechos tomados pelo barro dificultam o deslocamento, enquanto outros apresentam pedras soltas e buracos que colocam veículos e pedestres em risco. Além disso, a água acumulada acaba escoando para dentro dos pátios das residências, gerando prejuízos e aumentando o perigo, especialmente para famílias com crianças e idosos.
A ponte de madeira, ponto crucial para o acesso de moradores, também chama a atenção pela precariedade. Tábuas quebradas, ausência de manutenção e risco de desabamento fazem com que muitas pessoas evitem o local, temendo acidentes.
Os moradores afirmam que não pedem nada além do básico: condições dignas de mobilidade e segurança. Eles esperam que o governo municipal tenha sensibilidade diante da situação e, sobretudo, cumpra aquilo que foi prometido. Até agora, porém, a realidade é de abandono e incerteza.
Enquanto aguardam providências, permanece o apelo da comunidade: que suas reivindicações deixem de ser apenas protocolos e se tornem ações concretas, garantindo aos moradores da Rua Bagé o direito a uma infraestrutura mínima e à qualidade de vida.
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