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Geral

NOTA: Empresários buscam reduzir o impacto no fechamento das empresas durante a bandei

NOTA: Empresários buscam reduzir o impacto no fechamento das empresas durante a bandei
10/03/2021 às 16:03

NOTA

As entidades aqui registradas vêm por meio desta nota, informar aos associados e a comunidade em geral, que estão buscando diálogo com o Poder Público, visando reduzir o impacto no fechamento das empresas durante a bandeira preta. 

As entidades apoiam ativamente todas as ações de prevenção e mitigação da contaminação do COVID-19 durante este período de quase um ano de pandemia.

Com as determinações da bandeira preta, diversas atividades foram altamente impactadas. Com as restrições impostas pelo Governo do Estado significaria o fechamento de muitas empresas e de postos de trabalho.

Necessário dizer que a ação do Governo do Estado ao suspender a Co-gestão foi um ato que deixou vários municípios de mãos atadas, sem poder tratar seus municípios de forma adequada para balancear a economia e a saúde.

A Co-gestão é a medida salutar de compartilhamento de decisões importantes e vitais ao interesse de cada comunidade. Ninguém possui maior conhecimento da vida das pessoas e da dinâmica social e econômica de cada localidade do que o seu gestor, sua equipe de trabalho e os comitês de crise locais.

As entidades não compactuam com a dualidade criada entre saúde e economia e entendem que preservar a VIDA concilia absolutamente tudo. Portanto, se faz urgente e necessária a retomada da Co-gestão e a observância do pacto federativo.

 

MANIFESTO DE ASSOCIAÇÕES PELA COGESTÃO E DIÁLOGO

AMFRO – AMCENTRO – AMM – AMUFRON – AMAJA

A Associação dos Municípios da Fronteira Oeste (AMFRO), Associação dos

Municípios do Centro do Estado (AMCENTRO), Associação dos Municípios das

Missões (AMM), Associação dos Municípios da Fronteira Noroeste (AMUFRON)

e Associação dos Municípios do Alto Jacuí (AMAJA), acolhendo posicionamento

majoritário de seus associados, firmam a presente manifestação demonstrando

a discordância coletiva, quanto as recentes medidas adotadas pelo Governo do

Estado, bem como a conduta do Senhor Governador em suspender a Cogestão

com as entidades e Municípios de todo o Estado, de forma unilateral.

Necessário dizer que a Cogestão não foi um ato isolado do Governo, mas

a construção de um grande acordo em meados de 2020, visando o

compartilhamento dos atos de controle e fiscalização da pandemia, mas

principalmente da administração conjunta da crise, com medidas sanitárias

elaboradas a partir de dados, elementos e acompanhamento técnico, por

profissionais de todas as áreas em cada região, especialmente da saúde e dos

médicos vinculados às respectivas especialidades.

A Cogestão é medida salutar de compartilhamento de decisões

importantes e vitais ao interesse de cada comunidade. Ninguém possui maior

conhecimento da vida das pessoas, da dinâmica social e econômica de cada

localidade do que seu gestor, sua equipe de trabalho e os comitês de crise

locais. Esta constatação se estende em nível regional quando falamos dos

comitês técnicos criados no âmbito de cada área geográfica Covid-19.

Portanto, se faz urgente, necessária e legal, a retomada da Cogestão e a

observância do pacto federativo, pois inexiste hierarquia do Governo do Estado

sobre os Municípios. As ações e decisões devem ser conjuntas. Na reunião dos

Presidentes das entidades regionais, mesmo com o majoritário posicionamento

contrário à suspensão da Cogestão, o Governo simplesmente adotou a medida e

determinou, em decreto, que os gestores cumpram e fiscalizem tais comandos,

como se o Prefeito estivesse ao dispor do Governador do Estado.

O fato é que temos um bem maior a preservar: a VIDA, mas duas

grandezas em jogo neste momento para a preservação desta mesma vida. E

ambas de mesma importância.

A grandeza da saúde, com a necessidade de prevenção, combate e

enfrentamento da pandemia, com a imposição de medidas sanitárias, de

restrições, de cuidados com higiene, procedimentos, posturas de isolamento e

resguardo continuado, para retardar a propagação do vírus.

A grandeza da economia, dos empregos, da renda das pessoas, das

empresas, da sobrevivência no sentido maior, desde haver recursos para

adquirir medicamentos e produtos básicos, até o mais essencial que é

alimentação, para o cidadão e para sua família.

Essas grandezas não podem ser desconsideradas. Não são excludentes

entre si. Devem andar juntas para que a sua convergência possa proporcionar a

sobrevivência das pessoas. Uma grandeza não anda sem a outra. É preciso

equilíbrio, sensatez, medidas ajustadas à realidade de cada região do Estado,

cada localidade. As orientações de entidades internacionais como OMS, por

exemplo, devem servir de parâmetro para cada lugar do mundo ajustar as suas

circunstâncias, como ocorre no caso em discussão.

A retomada da Cogestão deve ocorrer com a definição de protocolos

regionais mais restritivos do que a bandeira vermelha, mediante a expedição de

decretos próprios com as previsões sobre funcionamento de atividades

essenciais e as consideradas não essenciais, mas que são vitais para a

sobrevivência das pessoas. Limitações de funcionários a 1/3, por exemplo,

ocupação com percentuais definidos tecnicamente em relação à capacidade

fixada no PPCI, atendimento individualizado ou com agendamento,

monitoramento na entrada dos estabelecimentos, tele-entrega e outras

atividades claramente descritas pelo comitê técnico de cada região com as

respectivas restrições e formas de fiscalização de seu cumprimento.

Também se faz necessário que o Governo destine mais recursos para a

ampliação de leitos para o Covid-19, sejam clínicos ou de UTI, pois o Estado

recebeu expressivos recursos financeiros nos últimos meses para ampliar a

estrutura de atendimento da população gaúcha. Recursos que devem ser

aplicados no combate a pandemia e não em despesas correntes, como a folha

de pagamento. De igual forma, ainda não foram repassados os valores devidos

pelo Estado desde 2014, resultando em represamento de verbas inadmissível,

haja vista o momento dramático que se vive.

Portanto, torna-se imperioso e urgente, sob pena de colocar-se em risco

a credibilidade e a legitimidade das autoridades públicas, sejam do Estado ou

dos Municípios, adotarmos medidas que contemplem o interesse coletivo dos

gaúchos e combater juntos as causas efetivas da propagação do vírus, coibindo

aglomerações e fiscalizando o cumprimento das medidas sanitárias. Tudo aquilo

que estiver ao alcance do poder público pode ser controlado diretamente, ao

contrário de atividades clandestinas, responsáveis diretas pelo aumento do

número de casos, muito embora a preocupação com a integridade física dos

servidores que tem como atribuição fiscalizar e que estão diariamente

submetidos a riscos.

Por fim, cabe ainda manifestar a indignação dos gestores pelos termos

finais do decreto do Governo, que imputa responsabilização criminal aos

administradores que descumprirem as ordens contidas no texto. Cabe lembrar

que um decreto não pode alterar ou instituir tipificação de qualquer delito, pois

matéria criminal é competência legislativa exclusiva da União e jamais do

Estado. O objetivo de todos os gestores é construir alternativas e soluções e não

dividir o Rio Grande.

RONNIE PETERSON COLPO MELLO JOCELVIO GONÇALVES CARDOSO

 Presidente da AMFRO Presidente da AMCENTRO

 Prefeito de Uruguaiana Prefeito de Formigueiro

 RICARDO MIGUEL KLEIN VILMAR SIDINEI HORBACH

 Presidente da AMM Presidente da AMUFRON

 Prefeito de São Nicolau Ex- Prefeito de Boa Vista do Buricá

CLÁUDIO ALFLEN

Presidente da AMAJA

Ex-Prefeito de Victor Graeff

 

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