
Em certos municípios pairam dúvidas sobre quem realmente comanda os destinos do povo eleitor — aquele mesmo que acreditou em novas propostas, confiou em discursos empolgantes e hoje se vê refém de promessas que, ao que tudo indica, jamais serão cumpridas ao longo de quatro anos.
Passado quase um ano de gestão, muitos administradores ainda não conseguiram demonstrar a que vieram.
Os palanques foram desmontados, mas o discurso continua o mesmo: justificativas, desculpas e ataques ao passado. A única defesa de quem ainda não mostrou resultados concretos é culpar administrações anteriores. Em vez de construir, preferem demolir memórias políticas e transferir responsabilidades.
Há quem, na ânsia de manter a narrativa, chegue ao cúmulo de enfrentar até o governo federal, criticando o atual presidente como se isso resolvesse os problemas de suas cidades.
O que uma briga com Brasília trará de concreto para o município? Absolutamente nada. Apenas o retrocesso, a estagnação e a perda de oportunidades. Enquanto isso, outras cidades avançam a passos largos, colhendo frutos de boa gestão e planejamento.
O contraste é doloroso. Ruas esburacadas, lixo espalhados pelas calçadas, sem atendimento de excelência, funcionários desmotivados assim vai.
Enquanto outros galopam rumo ao progresso, o nosso caminhar pode se assemelhar ao de uma tartaruga em férias prolongadas. O passado parece incomodar alguns administradores, como se os feitos de gestões anteriores fossem uma sombra que insiste em lembrá-los de sua própria ineficiência.
A verdade é que muitos pensaram que governar seria simples: bastaria ocupar o cargo e o poder resolveria tudo. Descobriram, tarde demais, que administrar é mais do que discursar. É ouvir, planejar, executar e, acima de tudo, respeitar a confiança do eleitor que os colocou ali.
Está na hora de abandonar o chororô, parar de buscar culpados e começar a trabalhar de fato pela comunidade. Porque o tempo, esse sim, não perdoa — e as urnas do futuro também não.
RADIOCIDADESA