
Na última terça-feira (30), a Prefeitura de Turuçu, no sul do RS, suspendeu aulas em duas escolas municipais de educação infantil devido a um surto da doença mão-pé-boca. Até o momento, foram registrados 21 casos em menos de 30 dias. São 18 na Escola Municipal Pimentinhas e três na Escola Municipal Dr. Urbano Garcia.
O retorno das atividades está previsto para o dia 8 de outubro. Enquanto isso, a prefeitura realiza a limpeza e a desinfecção dos prédios para garantir a segurança dos estudantes.
A síndrome mão-pé-boca é uma doença viral altamente contagiosa, que afeta principalmente crianças menores de 5 anos. A transmissão ocorre pelo contato com saliva, secreções, fezes ou objetos contaminados.
Segundo o prefeito de Turuçu, Ivan Scherdien (PP), a decisão foi tomada após o alerta de profissionais das escolas.
— O alerta partiu das próprias professoras e diretores. Acabamos suspendendo porque o contágio é muito rápido e provavelmente atingiria 100% dos alunos.
A suspensão vale apenas para as turmas em que houve registros da doença. As demais seguem com aulas normalmente, mas com monitoramento diário de sintomas.
Como identificar os sintomas
Segundo Hilton Luís Alves Filho, médico infectologista do Hospital Escola da UFPel, os principais sintomas da síndrome mão-pé-boca são febre seguida do aparecimento de feridas dolorosas na boca, que são semelhantes a aftas.
Além disso, as crianças podem apresentar manchas ou bolhas nas mãos, nos pés e, em alguns casos, na região das nádegas. Outros sintomas comuns são mal-estar, falta de apetite e, em situações mais graves, episódios de vômito e diarreia.
Infecção e contágio
O período entre a infecção e o surgimento dos sintomas varia, em média, de três dias a uma semana. É importante destacar que a transmissão pode ocorrer mesmo antes da manifestação dos primeiros sinais.
— Por que é importante agir nesses casos, como na suspensão das aulas? Porque ambientes como creches e escolas são locais de alto risco para surtos, já que as crianças têm contato muito próximo, compartilham brinquedos e convivem juntas o tempo todo — explica Filho.
Prevenção
Entre as principais medidas de prevenção da síndrome mão-pé-boca estão a lavagem frequente das mãos com água e sabão, especialmente após a troca de fraldas e antes das refeições. Também é necessário higienizar brinquedos, superfícies e trocadores com álcool 70% ou água sanitária, além de evitar o compartilhamento de copos, talheres e toalhas.
O médico orienta que o retorno das crianças ao ambiente escolar só deve ocorrer depois da cicatrização completa das lesões e da ausência de febre.
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