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Água: Um bem precioso

26/10/2016

ÁGUA: UM BEM PRECIOSO!

* João Antunes.

Este texto mostra, ainda que numa visão rápida, a problemática que vivemos com referência à questão da água onde, num primeiro momento, parece-nos que estamos distante da falta deste bem que a natureza nos dá com tanta generosidade quando, na verdade, o quadro é assustador e precisamos, desde já, mudarmos nossos hábitos pela educação e conscientização.

A água, demanda universal, é um líquido transparente, inodoro e o que antes se pensava que era abundante e não passível de ser mercantilizado tende, cada vez mais, virar mercadoria.

A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, fundamental à existência de todos os seres vivos e à manutenção dos ecossistemas do planeta. Além de ser essencial à vida, a água é importante à saúde, agricultura, indústria, economia e diversos segmentos sociais.

Embora seja alentadora a notícia alvissareira de que nós moramos em cima do lençol chamado “Aqüífero Guarani” uma grande “caixa d’água” da natureza, ou seja, milhares ou talvez milhões de reservatórios numa extensão de 1,2 milhão de quilômetros quadrados nos países do Mercosul, esta descoberta sobre o volume fantástico d’água armazenado no subsolo não nos isenta de acharmos que podemos usá-la indiscriminadamente e sem consciência do quão importante é este bem primaz para a sustentação de nossas vidas e futuras gerações.

Da ação humana e devido ao mau uso, a água vem sendo contaminada pela existência de minerais indesejáveis que podem ocorrer como, por exemplo: alumínio, mercúrio, cromo, estanho, etc... São também nocivos os metais pesados, óleos, pesticidas, herbicidas, lixos, esgotos, carbohidratos, gorduras, aminoácidos, uréias, e fenóis. Há várias doenças relacionadas com a ingestão da água contaminada: cólera, hepatite infecciosa, salmonelose, paralisia infantil, disenteria bacilar, gastroenterite, etc... Por contato com água contaminada pode aparecer: verminoses, tracoma, escabioses, esquitossomose. Por meio de insetos que se desenvolvem na água: dengue, febre-amarela, malária.

Nas cidades a água é contaminada por esgotos, monóxido de carbono, poluição, derivados de petróleo e bactérias. A agricultura contamina a água com fertilizantes, inseticidas, fungicidas, herbicidas que são carregados pela chuva ou infiltradas no solo contaminando os subterrâneos o os lençóis freáticos. O despreparo no “patrolamento” das estradas faz com que milhares de metros cúbicos de terra sigam para o leito dos rios. A água da chuva é contaminada pela poluição que se encontra no ar. A indústria também contamina a água através do despejo nos rios e lagos com desinfetantes, solventes, metais pesados, derivados de petróleo, etc...

Quantidades imensas de resíduos e entulhos, todos os dias, são jogadas indiscriminadamente à margem dos rios e as matas ciliares são cortadas sem o mínimo respeito às faixas costeiras onde as pessoas se esquecem de que os rios são termômetros que medem a qualidade de vida de uma população. Muitos dos leitos hospitalares são ocupados por pessoas contaminados pela água.

Sobre a água no planeta sabe-se que 2/3 é composto por ela. Os pólos são cobertos por gigantescas camadas de água sólida. 97,5 % da água disponível na Terra é salgada e está nos oceanos e mares. 2,493% é doce, mas encontra-se em geleiras e regiões subterrâneas (aqüíferos) de difícil acesso. Estima-se que somente 0,007% da água doce encontramos nos rios, lagos e na atmosfera, de fácil acesso para o consumo humano.

Há regiões no globo terrestre aonde há deficiência de água: Saara e mais onze países da África, Arábia e mais dez países do Oriente Médio, Gobi, Atacama (Chile), além da China, Índia, México,Tailândia, EUA e Hungria, etc...

A situação da água no Brasil é a seguinte: o nosso país detém 11,6% da água doce superficial do planeta. Os 70% da água disponível para uso estão localizadas na Região Amazônica. Os 30% restantes distribuem-se desigualmente no país para atender 93% da população. Na região sul do Brasil, os recursos hídricos somam 6,5% para uma área territorial de 6,8% do país, uma população 15,05% de humana e a área da bacia hidrográfica do Rio Uruguai abrange 2,1% em espaço territorial.

A porção média de água no corpo humano é de aproximadamente 70% que é o mesmo índice do planeta Terra. No corpo humano a distribuição da água em alguns órgãos é feita da seguinte forma: 86% pulmões e fígado, 83% rins, 81% sangue e 75% cérebro, músculos e coração. Uma pessoa pode passar até 30 dias sem comer, mas apenas 3 dias sem tomar água. Uma torneira gotejando pode desperdiçar até 50 litros por dia o que resulta em mais de um metro cúbico por mês. Um filete de 4,5 milímetros pode desperdiçar 15 metros cúbicos por mês. Se mal distribuída vamos ter uma falta crônica deste precioso líquido já nas décadas vindouras.

Acreditamos que, doravante, todos nós devemos tomar consciência sobre a importância da água e para combater a escassez o melhor remédio é uma mudança comportamental das pessoas.

O reaproveitamento ou reuso da água é o processo pela qual a água, quando for tratada, poderá ser reutilizada para o mesmo ou outro fim. A água reutilizada pode afugentar o problema da seca. Pode-se fazer o reuso da chamada “água cinzenta” que é a água do banho para a descarga de latrinas onde desta ação pode-se ter grande economia.

Também como forma de economia pode ser trocado o volume d’água nas caixas dos vasos sanitários dos banheiros, aeradores nas torneiras, redução da pressão dos chuveiros e reaproveitamento através de um sistema racional para armazenar a água pluvial. Adoção de cisternas para retenção e reutilização da água pluvial.

A média de crescimento da população brasileira é de 1,5% ao ano. No Brasil há nove regiões metropolitanas que vivem à beira do colapso com referência a água.

Diante desta realidade assustadora, urge que repensemos o quadro que está aí, tenhamos mais ações governamentais e participação das pessoas numa sinergia que envolva legislação, orçamento e gestão. É preciso a elaboração de novos e consistentes projetos acadêmicos com a participação dos educandários. É preciso leis modernas e rigorosas com cobrança pelo mau uso da água. Deve haver alocação de recursos para que dêem suporte às novas medidas e, sobre tudo, uma educação ambiental nas pessoas como forma de que cada um mude os seus hábitos, sinta-se responsável e consciente de que a água é um bem precioso!

* João Antunes. Poeta e compositor, de Bossoroca.

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