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Seminário aborda dificuldades na acessibilidade urbana

06/12/2017

Seminário aborda dificuldades na acessibilidade urbana

No Dia Mundial da Acessibilidade, a Comissão de Assuntos Municipais, presidida pelo deputado Eduardo Loureiro (PDT), reuniu na terça-feira, dia 05, um grupo de arquitetos, agentes públicos, ativistas de entidades de pessoas com deficiência e a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas do Estado (Faders) para debater aspectos que tornem as cidades inclusivas.

Do ponto de vista das calçadas, o verdadeiro território da acessibilidade, as gestões municipais têm criado distorções arquitetônicas e estruturais nas cidades, buscando cumprir a lei federal que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. Durante o mês de janeiro, a comissão deverá lançar um guia com orientações para estimular ações e políticas públicas municipais de inclusão.

Na abertura do seminário Acessibilidade Arquitetônica e Urbanística, construindo uma sociedade sem barreiras, o deputado Eduardo Loureiro destacou que esse é um dos maiores desafios dos gestores públicos, o que poderá ser alcançado através da articulação das ações inclusivas em todas as áreas da administração. “Isso passa pela escola, pelo atendimento em saúde, a locomoção nas ruas e calçadas, no acesso aos prédios públicos, práticas esportivas, culturais e de lazer”, destacou.

O presidente da Faders, Roque Bakof, relatou que eventos têm sido realizados no interior “não para constranger ou confrontar os prefeitos, mas no sentido de promover consciência nas comunidades”, enfatizou, lembrando que em Rosário do Sul está funcionando a 1ª Patrulha da Acessibilidade da Inclusão, articulada pela comunidade.

Obstáculos urbanos constantes

Especialista em patrimônio cultural e mestre em planejamento urbano, o arquiteto André Huyer, vinculado ao Ministério Público estadual, projetou imagens colhidas em Porto Alegre e em algumas cidades do interior, evidenciando o seu questionamento sobre as calçadas, “acessíveis para quem?”.

A principal plataforma de circulação das pessoas pelas cidades, “o espaço do direito de ir e vir”, destacou o arquiteto, provoca perigos diários. A pavimentação irregular, árvores e troncos expostos, lajotas soltas, remendos e buracos; plantações de milho na extensão da calçada, empurrando os pedestres para o leito da rua; bancas de jornais, paradas de ônibus e vendedores ambulantes reduzem os espaços das calçadas; contêineres sobre o espaço de circulação dos pedestres.

Os obstáculos surgem de formas variadas, observou Huyer, mas são os cadeirantes, deficientes visuais e idosos com bengalas que precisam desafiar esses perigos urbanos diários.

A arquiteta Clarissa Folharin, responsável pela diretoria de tráfego na secretaria de Mobilidade de Pelotas, relatou a experiência do município destacando a necessidade de o assunto ser tratado como coletivo e não apenas das pessoas com deficiência. Lá, através de uma cartilha, foi dada orientação sobre procedimentos a respeito da obrigatoriedade da acessibilidade e o passeio acessível. “O mais importante é conseguir com essas ações a popularização de todo o conceito de que a acessibilidade não é para o cadeirante ou deficiente visual, mas para todos”, afirmou.

O evento na Sala João Neves da Fontoura, Plenarinho, foi acompanhado por lideranças de Glorinha, Bento Gonçalves, Viamão, Novo Hamburgo, Rio Grande, Triunfo, Cachoeira do Sul, Montenegro, Santo Ângelo e Porto Alegre.

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